Sendo um sector económico com fortes ligações à restante economia, a Construção está, também, a ser fortemente afectada pela crise profunda e generalizada que varre os mercados financeiros e a economia real.
Embora as causas profundas desta crise extravazem o imobiliário, ela foi directamente despoletada pelo descalabro deste mercado nos Estados Unidos da América e repercute-se agora por todo o mundo.
Em Portugal, o imobiliário já vinha atravessando, há vários anos, um período muito crítico, devido a factores internos, pelo que a actual conjuntura só veio agravar a situação vivida neste mercado.
Assim, a construção residencial apresenta um agravamento substancial, que se traduz numa quebra do respectivo índice de produção FEPICOP em 8,4% e em decréscimos assinaláveis no licenciamento de novos fogos e nas opiniões dos empresários. Esta tendência negativa não é compensada pelo andamento positivo do segmento da construção de edifícios não residenciais que apresenta, até Outubro, uma variação acumulada de 4% e da estabilização ocorrida no índice do segmento da engenharia civil.
Sinais dessa “descompensação” são os decréscimos de 4% no consumo de cimento, de 10% no valor do crédito concedido para aquisição de habitação e o aumento homólogo, em Agosto, de 6,4% no desemprego da construção (que atingiu neste mês, as 33.361 pessoas).
Num tal enquadramento, a concretização dos projectos que estão planeados poderá constituir a boa notícia, não apenas para a Construção mas, principalmente, para o País.
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