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Avisos de publicitação de operações urbanísticas
Que diploma aprova os modelos de avisos de publicitação de operações urbanísticas?
A Portaria n.º 320/2026/1, de 31 de julho, aprova, entre outros, os modelos de avisos de publicitação das operações urbanísticas previstos no Regime Jurídico da Urbanização e da Edificação (RJUE).
Este diploma revoga as Portarias n.ºS 71-A/2024 e 71-B/2024, de 27 de fevereiro.
Porque foram aprovados novos modelos?
Os novos modelos decorrem das alterações introduzidas no RJUE pelo Decreto-Lei n.º 108/2026, de 29 de maio, visando adaptar os procedimentos, elementos instrutórios e mecanismos de controlo urbanístico ao novo regime.
As principais alterações ao RJUE relevantes neste âmbito entram em vigor em 1 de outubro de 2026.
Os modelos de avisos são de utilização obrigatória?
Sim. Os modelos previstos na Portaria n.º 320/2026/1 são de utilização obrigatória, sem prejuízo das adaptações legalmente exigíveis, designadamente em matéria de proteção de dados pessoais.
Que cuidados devem ser observados na colocação do aviso?
O aviso deve ser colocado em local que permita a sua adequada visualização a partir do espaço público e deve respeitar o modelo e as condições legalmente aplicáveis à operação urbanística em causa.
Onde podem ser adquiridos os modelos disponibilizados pela AICCOPN?
Os modelos disponibilizados pela AICCOPN podem ser adquiridos através dos Serviços da Associação ou da respetiva loja online, de acordo com a sua disponibilidade.
Revisão de preços de empreitadas
Que diploma estabelece o regime de revisão de preços?
O regime de revisão de preços das empreitadas de obras públicas e, nos casos legalmente previstos, das empreitadas de obras particulares e dos contratos de aquisição de bens e serviços encontra-se estabelecido no Decreto-Lei n.º 6/2004, de 6 de janeiro, na redação introduzida pelo Decreto-Lei n.º 73/2021, de 18 de agosto.
A revisão de preços é sempre obrigatória?
Nas empreitadas de obras públicas, a revisão de preços é obrigatória, sem prejuízo das exceções legalmente previstas.
Nas empreitadas de obras particulares e nos contratos de aquisição de bens e serviços abrangidos pelo regime, a revisão de preços deve encontrar-se expressamente prevista no contrato.
É, por isso, importante que o contrato estabeleça adequadamente o método de revisão aplicável, designadamente a fórmula ou fórmulas específicas de revisão, quando aplicáveis.
Qual a importância do plano de pagamentos para a revisão de preços?
O plano de pagamentos constitui um elemento essencial para o cálculo da revisão de preços, uma vez que permite relacionar a execução dos trabalhos com os períodos a considerar para efeitos da revisão.
É, por isso, importante que os planos de pagamentos se encontrem atualizados e devidamente aprovados.
Quando ocorram alterações aos trabalhos ou aos prazos que, nos termos legalmente aplicáveis, justifiquem a apresentação de um novo plano de pagamentos, este deverá refletir adequadamente a nova programação da empreitada.
Em que consiste uma revisão provisória?
O cálculo da revisão de preços é provisório quando ainda não estejam disponíveis os indicadores económicos necessários ao cálculo definitivo.
Nessa situação, a revisão é efetuada com recurso aos últimos indicadores disponíveis, procedendo-se posteriormente ao respetivo acerto quando forem publicados os indicadores correspondentes ao período em causa.
É importante cumprir os prazos previstos no regime de revisão de preços?
Sim. O cumprimento dos prazos legalmente estabelecidos é essencial, designadamente para apresentação, análise e processamento da revisão de preços.
As empresas devem, por isso, acompanhar a execução contratual e assegurar atempadamente os procedimentos necessários à salvaguarda do direito à revisão.
Quando caduca o direito à revisão de preços?
O direito à revisão de preços caduca, em regra, no prazo de um ano após a receção provisória da empreitada, sem prejuízo das situações excecionais previstas no Decreto-Lei n.º 6/2004.
A AICCOPN presta apoio neste âmbito?
Sim. A AICCOPN presta às empresas associadas apoio técnico no âmbito da revisão de preços, incluindo esclarecimentos e, de acordo com as condições do serviço em vigor, apoio na elaboração dos respetivos cálculos.
Serviços de segurança e saúde no trabalho
Em que consistem os Serviços de Segurança e Saúde no Trabalho (SST)?
Os Serviços de Segurança e Saúde no Trabalho têm como objetivo assegurar as condições necessárias à prevenção dos riscos profissionais e à promoção da segurança e saúde dos trabalhadores.
A organização das atividades de Segurança e Saúde no Trabalho é obrigatória?
Sim. O empregador deve organizar as atividades de segurança e saúde no trabalho sempre que tenha trabalhadores ao seu serviço, nos termos legalmente aplicáveis.
A obrigação depende do número de trabalhadores?
Não. A obrigação de assegurar as atividades de segurança e saúde existe independentemente do número de trabalhadores, embora a modalidade de organização dos serviços dependa, entre outros fatores, da dimensão da empresa ou estabelecimento e dos riscos associados à atividade.
Existem atividades ou trabalhos considerados de risco elevado?
Sim. A legislação identifica diversas atividades de risco elevado, incluindo determinados trabalhos em obras de construção, escavação, movimentação de terras, túneis, trabalhos com risco de queda em altura ou soterramento, demolições e intervenções em ferrovias e rodovias sem interrupção de tráfego.
São igualmente consideradas de risco elevado outras atividades expressamente identificadas na Lei n.º 102/2009, de 10 de setembro, na sua redação atual.
Como podem ser organizados os Serviços de SST?
A legislação prevê diferentes modalidades de organização, designadamente serviços internos, comuns e externos, bem como outras modalidades nas situações legalmente previstas.
A modalidade aplicável deve ser determinada em função das características concretas da empresa ou estabelecimento, do número de trabalhadores e da natureza e nível dos riscos profissionais existentes.
A organização de serviço interno é obrigatória, designadamente, nas situações previstas no artigo 78.º da Lei n.º 102/2009.
A AICCOPN pode apoiar as empresas na organização destes serviços?
A AICCOPN disponibiliza às empresas associadas informação e apoio neste âmbito e mantém protocolos com entidades especializadas, de acordo com as condições em vigor.
Livro de obra particular
Que diploma regula atualmente o Livro de Obra Particular?
O modelo e os requisitos do Livro de Obra encontram-se definidos na Portaria n.º 1268/2008, de 6 de novembro, na redação resultante das Portarias n.º 71-C/2024, de 27 de fevereiro, e 336/2026/1, de 13 de agosto.
Quais são os principais elementos que integram o Livro de Obra?
O Livro de Obra integra, designadamente, o termo de abertura, uma parte destinada ao registo dos factos e observações respeitantes à execução e ao registo periódico do estado de execução da obra, uma parte destinada ao registo das principais características da edificação e das soluções construtivas adotadas e o termo de encerramento.
Quem assina o termo de abertura?
O termo de abertura é elaborado pelo dono da obra e assinado por este e pelo diretor de obra e, quando aplicável, pelo diretor de fiscalização da obra.
Que intervenção tem o diretor de fiscalização no Livro de Obra?
A intervenção do diretor de fiscalização da obra apenas ocorre quando este técnico exista e tenha sido efetivamente contratado.
Quando exista, deve cumprir as obrigações que lhe são atribuídas pela Portaria n.º 1268/2008, na sua redação atual.
Quem efetua os registos relativos às características da edificação e às soluções construtivas?
Os registos são assinados pelo diretor de obra.
Quando exista diretor de fiscalização, este deve, até ao encerramento do Livro de Obra, assinar os registos legalmente previstos, atestando a conformidade da informação com as características da edificação concluída.
Quem assina o termo de encerramento?
Concluída a execução da obra, o termo de encerramento é datado e assinado pelo detentor do título da operação urbanística, pelo dono da obra, quando seja pessoa diferente, e pelo diretor de fiscalização da obra, quando exista.
Durante quanto tempo deve ser conservado o Livro de Obra?
O dono da obra deve assegurar a manutenção, conservação e integridade do Livro de Obra e dos elementos que o integram durante a execução da obra e, após a sua conclusão, pelo período legalmente estabelecido.
Está prevista a existência de Livro de Obra eletrónico?
Sim. A legislação prevê o Livro de Obra eletrónico, cuja utilização deverá ser articulada com a efetiva disponibilização e operacionalização da plataforma eletrónica legalmente prevista.






