Custo da mão-de-obra – A variação homóloga dos custos da mão-de-obra foi em Janeiro de 2007, de 3,7%, no segmento de construção de habitação nova, superando em 1,1 pontos percentuais a taxa de inflação registada nesse mesmo período, que foi de 2,6%, segundo dados do INE.
Síntese: A informação disponível sobre o emprego indica uma diminuição dos desempregados da Construção à procura de novo emprego. Por outro lado, os custos de mão-de-obra no segmento habitacional apresentaram em Janeiro um acréscimo superior ao registado pelo Índice de Preços no Consumidor.
Produção
Na sequência do compromisso assumido, inicia-se a divulgação de um conjunto de indicadores de produção por segmentos, cujo andamento permitirá perspectivar o comportamento do Sector no curto prazo. Assim, apresenta-se um indicador sintético global para o Sector da Construção, bem como para os respectivos segmentos: Edifícios Residenciais, Edifícios Não Residenciais e Engenharia Civil.
Produção do Sector da Construção – o indicador global de produção do Sector no mês de Abril apresenta uma queda face ao mês anterior de cerca de 3,2%, registando-se uma variação homóloga de -8% face a Abril de 2006. O indicador de produção situa-se, em Abril, nos 79 pontos, 21% abaixo do início da série, em Janeiro de 2000.

Segmento dos Edifícios Residenciais – O indicador de produção para o segmento de Edifícios Residenciais aponta para uma consolidação da produção em torno dos valores registados no final do ano de 2006. O nível de produção estimado para Abril é cerca de 0,5 pontos percentuais superior ao observado em Dezembro de 2006.

Segmento de Edifícios Não Residenciais – Este segmento continua a indicar uma recuperação suave, impulsionada pela componente privada, uma vez que a produção de Edifícios Não Residenciais Públicos apresenta ainda variações homólogas trimestrais negativas, de cerca de 20%.

Segmento da Engenharia Civil – Mantendo-se cerca de 25% abaixo do nível de produção registado no período homólogo, a produção do segmento de Engenharia Civil apresenta, actualmente, uma ligeira recuperação face ao último trimestre de 2006, prevendo-se, para Abril, uma melhoria de 2,3 pontos percentuais face ao valor do índice registado em Dezembro último.
Síntese: A evolução dos indicadores de produção revela-se menos desfavorável nestes primeiros meses de 2007, mas confirma ainda o adiamento da recuperação do Sector, que se espera venha a verificar proximamente.
Comparação internacional
O início de 2007 revelou uma expansão da produção do Sector da Construção muito significativa, quer na Zona-Euro, quer no conjunto dos 27 países que actualmente integram a União Europeia. Com efeito, segundo o Eurostat a produção da Construção em Janeiro aumentou 10,4% na Zona-Euro e 7,3% na UE27, em termos homólogos.
De notar, que o crescimento registado na Zona-Euro foi fruto de subidas de 9,3% no segmento da construção de edifícios e de 12,5% no segmento das obras de engenharia. No mesmo sentido na UE a 27 verificou-se um crescimento mais acentuado no segmento das obras de engenharia civil, de 12,8%, contra um crescimento mais ligeiro no segmento da construção de edifícios de 6,2%.
Em Portugal, contrastando com a situação verificada na Europa, a Construção continua a apresentar, em Janeiro de 2007, uma variação negativa, embora menor que em Dezembro de 2006.
Convém ainda salientar que, apesar dos índices de produção na União Europeia revelarem crescimentos robustos, começam a surgir os primeiros sinais de desaceleração da trajectória de crescimento da Construção na Europa, a par do crescimento da taxa de juro de referência do Banco Central Europeu e do abrandamento da taxa de crescimento dos preços do imobiliário.
Síntese: Continua a verificar-se um diferencial muito negativo no andamento do investimento em Construção em Portugal face ao registado pelos seus parceiros europeus, factor que, para além de condicionar fortemente a modernização das infra-estruturas de que o País carece, hipoteca a capacidade de desenvolvimento sustentado do País, no sentido da convergência com os parceiros mais desenvolvidos da União Europeia.
Pode aceder à conjuntura em verão de PDF, aqui.